Sexta-feira, 30 de Maio de 2008

Revisitada?

Quando o Fernando nos deu a notícia de que tínhamos recebido indicação favorável da Fundação D. Luís no sentido de virmos a ter uma exposição em conjunto enquanto artistas residentes da Oficina do Desenho no Centro Cultural de Cascais, confesso que no meu entusiasmo talvez me tenha precipitado e atropelado de algum modo as sensibilidades dos meus companheiros de oficina ao sugerir que se revisitasse um tema que me é particularmente querido e sobre o qual Rui Aço e eu próprio nos havíamos já debruçado em 1999. O tema da Barca. Tal iniciativa caberia por direito ao mentor do projecto OD, Rui Aço, ou a Fernando Vidal, há mais tempo a seu lado do que eu e portador da boa nova; e a mim de lhes seguir os passos. Se o fiz foi apenas com o intuito de lançar para o ar um tópico para discussão, jamais por imposição, recordo-me ainda de como o Fernando, não sem razão, ficou mais silencioso ao sentir o entusiasmo do Rui aliar-se ao meu e que o assunto ficara arrumado sem verdadeiro debate a três. Foi bom sentir, e ler agora nos primeiros textos colocados pelo Fernando que a rejeição e o silêncio deram lugar à reflexão e a aceitar o desafio.

 
No ar ficara de facto esta primeira ideia: a barca revisitada. Revisitada porque em 99 lançara o desafio a 10 artistas para a mesma temática numa pequena, pouco conhecida e entretanto desaparecida, galeria de Cascais, a galeria Castelo Maior, e que foi o ponto alto de um breve périplo enquanto director artístico antes de partir para Berlim. Acima de tudo o sucesso da exposição ‘10 artistas/uma barca’ deveu-se à dinâmica e ao entusiasmo que os próprios artistas incutiram ao projecto - aliás o espírito que se vivia era o espírito de convívio e de tertúlia entre artistas, músicos e demais intelectuais que por lá passavam.
 
Mas se o passado não deve ser revisitado nada nos impede de reconsiderar a barca – a 'nave' na qual nos encontramos neste momento e que nos transporta temporariamente aos três enquanto não embarcarmos, individualmente ou em conjunto, nas seguintes. Enquanto artistas residentes do projecto OD trilhamos um percurso que é simultaneamente individual e comum - todos remamos aparentemente a ritmos e em direcções diferentes mas o certo é que no final desse esforço a nave, inevitavelmente, quer o queiramos quer não, nos conduzirá a um porto comum. A meu ver é isso que torna esta nova aventura tão interessante.  [jfx] 
artistas residentes [OD]:
[OD] às 17:37
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Barca dos Amantes

Ah, quanto eu queria navegar
Pra sempre a Barca dos Amantes
Onde o que eu sei deixei de ser
Onde ao que eu vou não ia dantes

Ah, quanto eu queria conseguir
Trazer a Barca à madrugada
E desfraldar o pano branco
Na que for terra mais amada

E que em toda a parte o teu corpo
Seja o meu porta-estandarte
Plantado no céu mais fundo
Possa agitar-me no vento
E mostrar a cor ao mundo

Ah, quanto eu queria navegar
Pra sempre a Barca dos Amantes
Onde o que eu vi me fez vogar
De rumos meus, a cais errantes

Ah, quanto eu queria me espraiar
Fazer a trança à calmaria
Avistar terra e não saber
Se ainda o é quando for dia

E que em toda a parte o teu corpo
Seja o meu porta-estandarte
Plantado no seu mais fundo
Possa agitar-me no vento
E mostrar a cor ao mundo

Ah, quanto eu queria navegar
Pra sempre a Barca dos Amantes
Onde o que eu sei deixei de ser
Onde ao que eu vou não ia dantes

Ah, quanto eu queria me espraiar
Fazer a trança à calmaria
Avistar terra e não saber
Se ainda o é quando for dia

 
Autor do poema/canção: Sérgio Godinho
artistas residentes [OD]:
[OD] às 17:17
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Água | Barca dos Amantes

O desafio estava aceite. Iria ser a ‘Barca’.
E eu ia trabalhar a ‘Água’ como elemento da Natureza.
Mas com que barca iria eu navegar nas minhas Águas?
Barca mesmo (para além da Barca da Amieira do Tejo/Nisa) só me vinha à memória a ‘Barca dos Amantes’ do poeta cantor Sérgio Godinho.
Fiquei a digerir a questão. Quantos mais dias passavam, mais se tornava claro para mim que seria ‘A Barca dos Amantes’. Como resolver o assunto. Autorizar-me-iam a utilizar o poema na minha obra? Questionei a S. P. A. de que sou sócio. Só com autorização do autor. Contactei-o.
E não é que de uma forma extremamente simpática Sérgio Godinho responde - claro que a autorização está mais que dada. As canções, como as barcas, são para ser levadas a novos portos por quem as sabe navegar. E estou muito curioso de ver os resultados, depois da “ amostra virtual” do seu trabalho.”
Agora a responsabilidade é a dobrar. É a Água e é a ‘Barca dos Amantes’. [FV]
artistas residentes [OD]:
[OD] às 16:50
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A Água

 

Quando no final do ano passado, a Fundação D. Luís I me telefonou confirmando a Exposição no Centro Cultural de Cascais, a primeira questão que coloquei, foi que trabalhos iria apresentar?
A segunda foi quando os meus dois companheiros de Oficina sugeriram que o tema fosse comum a todos e propuseram ’A Barca’ ou ‘A Barca Revisitada’, dado que eles anos atrás tinham tido uma exposição sobre este tema…
Assim de repente o meu pensamento foi de rejeição imediata à temática. Mas que é que eu tinha a ver com Barcas? O que é que a minha pintura (ou o que me apetece pintar) tem a ver? Nada!
Dei um tempo a mim próprio para reflectir sobre o assunto, antes de dar a resposta. E com o passar dos dias foi-se desenhando na minha imaginação a obra a realizar.
Estava há três anos a trabalhar a temática do Fogo (Imaginação da Matéria) e culminava na Galeria Municipal de Sintra um périplo de dez exposições que tinha feito no Alto Alentejo, no ano de 2007. Que melhor que a ‘água’ para apagar o ‘fogo’ que me consumia há tanto tempo?
Água que permite á ‘Barca’ navegar. Águas claras e cristalinas? Águas escuras e tenebrosas? Águas paradas ou em convulsão? Era a altura de mudar de elemento da natureza. Era a altura de aceitar o desafio e navegar com os meus companheiros nesta ‘aventura’ de uma Exposição dos artistas residentes da [OD] no Centro Cultural de Cascais, sobre o tema genérico ‘A Barca’. [FV] 
artistas residentes [OD]:
Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

Quem quer ver a barca bela...

... Que se vai deitar ao Mar... A poesia o disse e diz que hoje e sempre a barca será deitada ao Mar, basta que o Homem precise de partir, fugir sem olhar o que deixa, pois para lá do Mar existe a Esperança que alimenta a alma. O novo Destino... do Homem do leme.

artistas residentes [OD]:
[OD] às 22:55
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Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Introdução

Rui Aço, Fernando Vidal e Freitas Cruz, pintores residentes da [OD] - Oficina do Desenho, em Cascais, escolheram uma barca como tema para um projecto em conjunto que se realizará no Centro Cultural de Cascais em Dezembro de 2008. A barca é ponto de partida apenas, uma vez que aquilo que se pretende é que no momento da exposição não se aviste qualquer barca - antes sim, o espaço adjudicado para a exposição será a barca; uma nave ou um veículo que transporte consigo o espectador a descobrir novas paragens. No blog ‘3 homens numa barca’ Rui Aço, Fernando Vidal e Freitas Cruz irão descrever passo a passo o desenrolar dos seus processos criativos individuais,  trocar opiniões entre si, partilhar imagens e debater soluções que possam conduzir a barca a bom porto.

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