Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

3 momentos de uma barca

 

 

>  a partida – a travessia – o regresso:

 
Na partida o desejo e a dor, desejo impaciente de tudo o que ainda esteja por conhecer, dor de perder o que se conhece. Na travessia, as dúvidas e as incógnitas que se erguem como o adamastor: nem sempre a barca navega num Mar de Rosas. E no regresso? No regresso sobretudo o receio e o desacerto: por quanto tempo conseguirei permanecer esse homem novo que vim a conhecer durante a travessia sem cair no adormecimento e na vontade de reavivar o outro que conhecia e já me assentava que nem uma luva mas deixou de me servir... e quantos compreenderão que eu assim queira permanecer, outro, sempre outro diferente?  [jfx]
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Domingo, 19 de Outubro de 2008

A Barca. O Homem do leme e os gentios

Nunca a Barca foi tão importante como agora! Refiro-me áquela em que navego todos os dias, de fio a pavio, na companha de muitos, atentos e dedicados labutadores, onde se cruzam fainas de camaradagem, cumplicidade, tolerância, entusiasmo e muitos sonhos e muitas esperanças nos Rumos Novos. Para trás estão águas passadas onde aprendizes e mestres sábiamente trocaram saberes, fazendo das fraquezas, forças de braços e abraços solidários com o Homem do leme que habita cada um de nós. Perante a diferença, a mudança para novos rumos há sempre alguns ue se enfadam incomodados e incomodando, sabe-se lá poquê... Foi sempre assim. A vida tem-me ensinado a descuidar-me deles. Ignorando-os É isso que faço. Passo ao largo e sigo em frente. Nesta barca que navego chegaremos a bom porto. Assim o queremos! Depis, já em terra firme. Então sim! Outros rumos surgirão e que cada um siga o seu. Rui Aço.
Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

8e; 5b; 10j...

 

... 3 barcos ao fundo?

 

 

Até ao Verão ainda acreditei que seriamos capazes de tirar esta barca do lamaçal e pô-la a navegar. Cada um de nós remava para o seu canto mas a viagem ainda parecia comum – a falta de unidade podia até ser um factor acrescido de interesse, uma mais-valia como se costuma dizer hoje. Não se pretendia fazer uma exposição[zeca] com os quadrinhos todos bonitinhos uns ao lado dos outros, bem referenciados [ o seu a seu dono e trá-lá-lá...], mas sim algo que fosse para além da mera presença individual de cada um dos artistas e que, destacando-se pela diferença em relação às abordagens habituais,   não deixaria no entanto de revelar o contributo de cada um deles.
 
Infelizmente quer me parecer que não é apenas unidade que falta mas sim união. Ao trabalhar todo o material vídeo e sonoro que recolhi desde o início do ano e que pretendíamos viesse a ser um dos elementos catalisadores [juntamente com um texto que entretanto deixou de haver] não consigo pressentir essa união. Encontro momentos díspares, dinâmicas e entusiasmos dissemelhantes e sinto que de facto, neste projecto que nos poderia ter levado tão longe arriscamo-nos a não chegar a lado nenhum.
 
Outras prioridades, atrapalhações e dificuldades, muitas delas alheias ao trabalho do pintor/artista acabaram por interferir neste processo e conferir-lhe um peso quase insuportável. No post anterior perguntava-me a mim mesmo se valeria a pena o esforço. E volto a frisar o que disse porque não creio que tenha surtido efeito à primeira: num lugar onde aparentemente haveria mais hipóteses de criar um projecto bem sucedido acabamos por esbarrar em mesquinhices e criar ainda mais entraves e hesitações do que aqueles com que me confrontei no Brunei onde imperava uma mentalidade malaio-islamica determinada em afundar todo e qualquer projecto que incomodasse o statu quo.
 
Deus terá dado a noz a quem não tem dentes?    
 
Talvez, para poupar esforços e o que quer que se possa salvaguardar mais, o melhor seja assumir o que fizeram já os meus companheiros de viagem: remar para o meu canto.
 
Será que teremos exposição?   [jfx]

 

 

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